Posts tagged ‘Conexão Salvador’

Caminhada do Samba em Salvador

Salvador celebrou no dia 28/11 o Dia Nacional do Samba, que é comemorado em 2 de dezembro, com uma caminhada reunindo trios elétricos e grandes artistas. Trata-se de uma promoção conjunta da Prefeitura Municipal, através da Empresa Salvador Turismo (Saltur), e da União de Entidades de Samba da Bahia (Unesamba). O evento teve início às 14h, no Campo Grande e encerrou às 20h, na Praça Castro Alves.

Com Vadinho, Nélson Rufino, Batifun,  Gal do Beco, dentre outros. Também estava presente Vovô do Ilê Aiyê, Jorge Washington (Ator do Bando de Teatro Olodum e Ó, Pai, Ó), Roberto Mendes, compositor baiano que tem muitas de suas músicas gravadas por Maria Bethânia e vários outros.

A caminhada contou com a participação de todas às entidades envolvidas na União: Alvorada, Alerta Geral, Pagode Total, Proibido Proibir, Reduto do Samba, Não Deixe o Samba Acabar e do bloco convidado, Amor e Paixão.

Homenagem – O Dia Nacional do Samba surgiu como uma homenagem ao compositor carioca Ary Barroso na data em que ele conheceu Salvador, cidade que, mesmo antes da primeira visita, já era cantada por ele em sucessos, como “Na Baixa do Sapateiro”. A data acabou se tornando nacional, uma vez que o samba é um dos ritmos mais populares do país e atualmente consegue congregar todas as camadas da sociedade. No início deste século, o samba foi tombado como Obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Assista os vídeos e veja as fotos do Bloco Alvorada e do Bloco Amor e Paixão

07/12/2010 at 7:28 Deixe um comentário

Ilê Ayiê é Minas Gerais em 2011

O Ilê Ayiê, o mais Belo dos Belos, completou 37 anos de existência, o Bloco Afro da Bahia iniciou sua história em 1º de novembro de 1974, no Curuzu-Liberdade. Em 2011 o Ilê Aiyê homenageia Minas Gerais no Carnaval com o tema MINAS GERAIS – Símbolo de Resistência Negra.

É um pouco desta história do Brasil que não vemos nos livros didáticos que o Ilê Aiyê traz para as ruas no carnaval de 2011. Esperamos muito que este tema contribua para que o povo brasileiro possa conhecer ainda mais a história de luta, resistência e o legado que os afro-brasileiros deixou para a cultura nacional.

A riqueza plástica e sonora do Ilê Aiyê retoma todas as formas expressadas na evolução dos movimentos de renascimento negro-africano, negro-americano ou afro-americano, as decodifica para o contexto específico da realidade baiana, sem perder de vista a relação de identificação entre todos “os negros que se querem negros” em qualquer parte do mundo, ressaltando sempre o caráter comum da origem ancestral, de um passado comum que nos irmana.

Com 3 mil associados, o Ilê Aiyê é hoje um patrimônio da cultura baiana, um marco no processo de reafricanização do Carnaval da Bahia.

Veja as fotos.

07/12/2010 at 7:27 Deixe um comentário

Encontro com Nelson Rufino

Nossa querida Mazé marcou o encontro de Dóris com Nelson Rufino no Restaurante Aconchego da Zuzu, comida Baiana, no bairro Garcia.
A centenária Zuzu, com 103 anos, é a matriarca da família que administra o restaurante. De vez em quando, para ouvir um sambinha aos domingos, ela aparece por lá e se senta embaixo da mangueira que cobre as mesinhas.

Nelson Rufino levou com ele outro compositor,  Chocolate da Bahia, que tinha uma barraca de artigos religiosos no Mercado Modelo de Salvador. Grande amigo do mestre Camafeu de Oxóssi, que também possuia uma barraca. Uma tarde memorável, com várias horas de causos e boa conversa.

Veja as fotos assista aos vídeos abaixo, vale a pena.

Um pouco sobre Nelson Rufino

Nelson Rufino nasceu em 12 de setembro de 42 em Salvador.Oriundo da Escola de Samba Filhos do Tororó, em 1965, compôs seu primeiro samba enredo “Portais da Bahia”, com o qual a escola foi campeã.

Sua primeira música gravada foi “Alerta mocidade”, por Eliana Pittman, em 1970. Um ano depois, ganhou o primeiro festival de samba do Bloco Apaches do Tororó, com o samba “Blusão do ano passado”.

Em 1975, Alcione no LP “A voz do samba”, gravou de sua autoria “Aruandê” (c/ Edil Pacheco). Ainda neste ano, Ederaldo Gentil no LP “Samba, canto livre de um povo”, incluiu “Rose”, parceria de ambos. No ano seguinte Roberto Ribeiro gravou com grande sucesso “Tempo É” (c/ Zé Luiz) e regravou “Rose”. Neste mesmo ano, no LP “Pequenino”, Edraldo Gentil regravou “Rose”.

Roberto Ribeiro, em 1977, gravou “Prece a Xangô” (c/ Zé Luiz), em seu LP “Poeira pura”. Neste mesmo ano, Edil Pacheco interpretou no LP “Pedras afiadas”, pela gravadora Polydor, “Pranto natural”, parceria de ambos.

Em 1978, a música “Todo menino é um rei”, em parceria com Zé Luiz, obteve sucesso na voz de Roberto Ribeiro que, em 1981, gravou ainda “Passagem”, no LP “Massa, raça e emoção”. Em 1984 o mesmo cantor interpretou de sua autoria “Ciganinha” no disco “De Palmares ao tamborim”.

Em 1987 Roberto Ribeiro, um de seus principais intérpretes, gravou “Fique”. Neste mesmo ano, no LP “Meu sorriso”, de Neguinho da Beija-Flor interpretou “Nada mais” (Nelson Rufino e Orlando Rangel).

Em 1988, Elza Soares gravou “Doce acalanto” (Nelson Rufino e Noca da Portela), em seu disco “Voltei” e Zeca Pagodinho interpretou no LP “Jeito Moleque”, uma composição de ambos, “Se tivesse dó”. Ainda neste ano Roberto Ribeiro interpretou de sua autoria “Devaneios e tramas” (c/ Roberto Ribeiro e Toninho Nascimento). No ano seguinte, Roberto Ribeiro gravou “Mel pra minha dor” (c/ Avelino Borges).

Em 1992, fez uma participação especial na faixa “Chora viola” (c/ Pery da Bahia), no disco “Mar de esperança”, de Dominguinhos do Estácio, lançado pela gravadora RGE. Dois anos depois, o Grupo Batacotô regravou em seu segundo disco “Semba dos ancestrais” a música “Nas águas de Amaralina” (c/ Martinho da Vila). No ano seguinte, o Grupo Fundo de Quintal, no CD “Palco iluminado”, interpretou de sua autoria “Por todos os santos”, em parceria com Carlinhos Santana.

No ano de 1996 Zeca Pagodinho interpretou “Verdade” (c/ Carlinhos Santana) em seu disco “Deixa clarear”, música muito executada nas emissoras de rádio e televisão de todo o país.

Em 1997, Martinho da Vila regravou “Nas águas de Amaralina”, parceria de ambos. No ano seguinte, participou do CD “Diplomacia”, de Batatinha. Neste disco, lançado pela EMI, interpretou ao lado de Batatinha, Edil Pacheco, Valmir Lima e Riachão, a faixa “De revólver não”.

Jorge Aragão, em seu CD “Ao vivo”, de 1999, gravou uma parceria de ambos, “Colcha de algodão”. Neste mesmo ano, no disco “Pérolas finas”, em homenagem a Ederaldo Gentil, foi incluída “Rose”, parceria com Ederaldo Gentil. No disco “Departamento do pagode”, de Luizinho SP, lançado pela gravadora Velas, foi incluída de sua autoria “A mulher que eu gostei”, em parceria com Marquinhos Satã.

No ano 2000, gravou um disco com vários sucessos seus e algumas músicas inéditas. Neste CD, contou com várias participações especiais, fazendo duetos com artistas como Alcione, em “Até a próxima estação”; Zeca Pagodinho, em “Marejou”; Jorge Aragão, em “Inusitada”; Grupo Katinguelê, em “Mel pra minha dor”; Martinho da Vila, em “Passagens”; João Nogueira, em “Todo menino é um rei” e “Dono da dor”; Emílio Santiago, em “Vazio” e Joanna, em “Crença da ilusão”. Ainda neste mesmo ano, a faixa “Verdade”, produzida inicialmente por Rildo Hora para o disco “Casa de samba volume 3″, da gravadora Universal, interpretada por Gil (da Banda Beijo) e Caetano Veloso, foi incluída no disco de Nélson Rufino e também no disco da Banda Beijo.

Em 2001, o grupo Da Melhor Qualidade interpretou de sua autoria “Mentira”.

Suas músicas foram gravadas por Martinho da Vila, Toque de Prima, Nara Leão, Paul Mauriat e Roberto Ribeiro, seu principal intérprete.

No ano de 2002, no disco “Quando o samba é samba” (Abril Music) do grupo Da Melhor Qualidade, foi incluída uma composição de sua autoria: “Gota de esperança”. Ainda neste mesmo ano de 2002, Marquinho Santanna (ex- Marquinhos Sathã) regravou “Mel pra minha dor” (c/ Avelino Borges) no CD “Nosso Show”.

No ano de 2004 lançou o CD “Cadê meu amor” no qual incluiu “Deus manda” (c/ Jorge Aragão), “Orgasmo” (c/ Liete de Souza) e “Luandê” de Ederaldo Gentil e Capinam.

No ano de 2005, no CD “À vera”, Zeca Pagodinho interpretou de sua autoria “Cadê meu amor”.

A mulher que eu gostei (c/ Marquinhos Satã) • Alerta mocidade • Aruandê (c/ Edil Pacheco) • Até a próxima estação • Blusão do ano passado • Cadê meu amor • Chora viola (c/ Pery da Bahia) • Ciganinha • Colcha de algodão (c/ Jorge Aragão) • Crença da ilusão • Deus manda (c/ Jorge Aragão) • Devaneios e tramas (c/ Roberto Ribeiro e Toninho Nascimento) • Doce acalanto (c/ Noca da Portela) • Fique • Gota de esperança • Guia de Ogun (c/ Jorge Aragão) • Inusitado • Jura • Marejou • Mel pra minha dor (c/ Avelino Borges) • Nada mais (c/ Orlando Rangel) • Nas águas de Amaralina (c/ Martinho da Vila) • Nonô • O dono da dor • O samba e você (c/ Ederaldo Gentil e Memeu) • Paisagens • Pensamento que voa (c/ Martinho da Vila) • Por todos os santos (c/ Carlinhos Santana) • Portais da Bahia • Pranto natural (c/ Edil Pacheco) • Prece a Xangô (c/ Zé Luiz) • Rose (c/ Ederaldo Gentil) • Saudade demais (c/ Roberto Chama e Carlos Chama) • Se tiver dó (c/ Zeca Pagodinho) • Tempo é (c/ Zé Luiz) • Todo menino é um rei (c/ Zé Luiz) • Vazio • Verdade (c/ Carlinhos Santana) • Viva meu povo (c/ Renato Araújo).

07/12/2010 at 7:14 Deixe um comentário

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