Encontro com Nelson Rufino

Nossa querida Mazé marcou o encontro de Dóris com Nelson Rufino no Restaurante Aconchego da Zuzu, comida Baiana, no bairro Garcia.
A centenária Zuzu, com 103 anos, é a matriarca da família que administra o restaurante. De vez em quando, para ouvir um sambinha aos domingos, ela aparece por lá e se senta embaixo da mangueira que cobre as mesinhas.

Nelson Rufino levou com ele outro compositor,  Chocolate da Bahia, que tinha uma barraca de artigos religiosos no Mercado Modelo de Salvador. Grande amigo do mestre Camafeu de Oxóssi, que também possuia uma barraca. Uma tarde memorável, com várias horas de causos e boa conversa.

Veja as fotos assista aos vídeos abaixo, vale a pena.

Um pouco sobre Nelson Rufino

Nelson Rufino nasceu em 12 de setembro de 42 em Salvador.Oriundo da Escola de Samba Filhos do Tororó, em 1965, compôs seu primeiro samba enredo “Portais da Bahia”, com o qual a escola foi campeã.

Sua primeira música gravada foi “Alerta mocidade”, por Eliana Pittman, em 1970. Um ano depois, ganhou o primeiro festival de samba do Bloco Apaches do Tororó, com o samba “Blusão do ano passado”.

Em 1975, Alcione no LP “A voz do samba”, gravou de sua autoria “Aruandê” (c/ Edil Pacheco). Ainda neste ano, Ederaldo Gentil no LP “Samba, canto livre de um povo”, incluiu “Rose”, parceria de ambos. No ano seguinte Roberto Ribeiro gravou com grande sucesso “Tempo É” (c/ Zé Luiz) e regravou “Rose”. Neste mesmo ano, no LP “Pequenino”, Edraldo Gentil regravou “Rose”.

Roberto Ribeiro, em 1977, gravou “Prece a Xangô” (c/ Zé Luiz), em seu LP “Poeira pura”. Neste mesmo ano, Edil Pacheco interpretou no LP “Pedras afiadas”, pela gravadora Polydor, “Pranto natural”, parceria de ambos.

Em 1978, a música “Todo menino é um rei”, em parceria com Zé Luiz, obteve sucesso na voz de Roberto Ribeiro que, em 1981, gravou ainda “Passagem”, no LP “Massa, raça e emoção”. Em 1984 o mesmo cantor interpretou de sua autoria “Ciganinha” no disco “De Palmares ao tamborim”.

Em 1987 Roberto Ribeiro, um de seus principais intérpretes, gravou “Fique”. Neste mesmo ano, no LP “Meu sorriso”, de Neguinho da Beija-Flor interpretou “Nada mais” (Nelson Rufino e Orlando Rangel).

Em 1988, Elza Soares gravou “Doce acalanto” (Nelson Rufino e Noca da Portela), em seu disco “Voltei” e Zeca Pagodinho interpretou no LP “Jeito Moleque”, uma composição de ambos, “Se tivesse dó”. Ainda neste ano Roberto Ribeiro interpretou de sua autoria “Devaneios e tramas” (c/ Roberto Ribeiro e Toninho Nascimento). No ano seguinte, Roberto Ribeiro gravou “Mel pra minha dor” (c/ Avelino Borges).

Em 1992, fez uma participação especial na faixa “Chora viola” (c/ Pery da Bahia), no disco “Mar de esperança”, de Dominguinhos do Estácio, lançado pela gravadora RGE. Dois anos depois, o Grupo Batacotô regravou em seu segundo disco “Semba dos ancestrais” a música “Nas águas de Amaralina” (c/ Martinho da Vila). No ano seguinte, o Grupo Fundo de Quintal, no CD “Palco iluminado”, interpretou de sua autoria “Por todos os santos”, em parceria com Carlinhos Santana.

No ano de 1996 Zeca Pagodinho interpretou “Verdade” (c/ Carlinhos Santana) em seu disco “Deixa clarear”, música muito executada nas emissoras de rádio e televisão de todo o país.

Em 1997, Martinho da Vila regravou “Nas águas de Amaralina”, parceria de ambos. No ano seguinte, participou do CD “Diplomacia”, de Batatinha. Neste disco, lançado pela EMI, interpretou ao lado de Batatinha, Edil Pacheco, Valmir Lima e Riachão, a faixa “De revólver não”.

Jorge Aragão, em seu CD “Ao vivo”, de 1999, gravou uma parceria de ambos, “Colcha de algodão”. Neste mesmo ano, no disco “Pérolas finas”, em homenagem a Ederaldo Gentil, foi incluída “Rose”, parceria com Ederaldo Gentil. No disco “Departamento do pagode”, de Luizinho SP, lançado pela gravadora Velas, foi incluída de sua autoria “A mulher que eu gostei”, em parceria com Marquinhos Satã.

No ano 2000, gravou um disco com vários sucessos seus e algumas músicas inéditas. Neste CD, contou com várias participações especiais, fazendo duetos com artistas como Alcione, em “Até a próxima estação”; Zeca Pagodinho, em “Marejou”; Jorge Aragão, em “Inusitada”; Grupo Katinguelê, em “Mel pra minha dor”; Martinho da Vila, em “Passagens”; João Nogueira, em “Todo menino é um rei” e “Dono da dor”; Emílio Santiago, em “Vazio” e Joanna, em “Crença da ilusão”. Ainda neste mesmo ano, a faixa “Verdade”, produzida inicialmente por Rildo Hora para o disco “Casa de samba volume 3”, da gravadora Universal, interpretada por Gil (da Banda Beijo) e Caetano Veloso, foi incluída no disco de Nélson Rufino e também no disco da Banda Beijo.

Em 2001, o grupo Da Melhor Qualidade interpretou de sua autoria “Mentira”.

Suas músicas foram gravadas por Martinho da Vila, Toque de Prima, Nara Leão, Paul Mauriat e Roberto Ribeiro, seu principal intérprete.

No ano de 2002, no disco “Quando o samba é samba” (Abril Music) do grupo Da Melhor Qualidade, foi incluída uma composição de sua autoria: “Gota de esperança”. Ainda neste mesmo ano de 2002, Marquinho Santanna (ex- Marquinhos Sathã) regravou “Mel pra minha dor” (c/ Avelino Borges) no CD “Nosso Show”.

No ano de 2004 lançou o CD “Cadê meu amor” no qual incluiu “Deus manda” (c/ Jorge Aragão), “Orgasmo” (c/ Liete de Souza) e “Luandê” de Ederaldo Gentil e Capinam.

No ano de 2005, no CD “À vera”, Zeca Pagodinho interpretou de sua autoria “Cadê meu amor”.

A mulher que eu gostei (c/ Marquinhos Satã) • Alerta mocidade • Aruandê (c/ Edil Pacheco) • Até a próxima estação • Blusão do ano passado • Cadê meu amor • Chora viola (c/ Pery da Bahia) • Ciganinha • Colcha de algodão (c/ Jorge Aragão) • Crença da ilusão • Deus manda (c/ Jorge Aragão) • Devaneios e tramas (c/ Roberto Ribeiro e Toninho Nascimento) • Doce acalanto (c/ Noca da Portela) • Fique • Gota de esperança • Guia de Ogun (c/ Jorge Aragão) • Inusitado • Jura • Marejou • Mel pra minha dor (c/ Avelino Borges) • Nada mais (c/ Orlando Rangel) • Nas águas de Amaralina (c/ Martinho da Vila) • Nonô • O dono da dor • O samba e você (c/ Ederaldo Gentil e Memeu) • Paisagens • Pensamento que voa (c/ Martinho da Vila) • Por todos os santos (c/ Carlinhos Santana) • Portais da Bahia • Pranto natural (c/ Edil Pacheco) • Prece a Xangô (c/ Zé Luiz) • Rose (c/ Ederaldo Gentil) • Saudade demais (c/ Roberto Chama e Carlos Chama) • Se tiver dó (c/ Zeca Pagodinho) • Tempo é (c/ Zé Luiz) • Todo menino é um rei (c/ Zé Luiz) • Vazio • Verdade (c/ Carlinhos Santana) • Viva meu povo (c/ Renato Araújo).

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