Ilê Aiyê – Minas Gerais

Minas pode ser o tema do próximo carnaval do Ilê Aiyê. Essa semana tive a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse bloco que participou do conexão vivo. Também ver o quanto o Vovô – Antonio Carlos dos Santos , presidente do Ilê tem amigos por aqui. Será um orgulho se Minas for retratada pelo bloco no carnaval da Bahia.

ILÊ AIYÊ, primeiro bloco afro da Bahia, inicia sua história em 1º de novembro de 1974, no Curuzu-Liberdade, bairro de maior população negra do pais: 600 mil habitantes.

O objetivo da entidade é preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira, para isso, desde que foi fundado, vem homenageando os países, nações e culturas africanos e as revoltas negras brasileiras que contribuíram fortemente para o processo de fortalecimento da identidade étnica e da auto-estima do negro brasileiro, tornando populares os temas da história africana vinculando-os com a história do negro no Brasil, construindo um mesmo passado, uma linha histórica da negritude.

O seu movimento rítmico musical, inventado na década de 70, foi responsável por uma revolução no carnaval baiano. A partir desse movimento, a musicalidade do carnaval da Bahia ganha força com os ritmos oriundos da tradição africana favorecendo o reconhecimento de uma identidade peculiar baiana, marcadamente  negra. O espetáculo rítmico-musical e plástico que o bloco exibe no Carnaval emociona baianos e turistas e arranca aplausos da população.

A riqueza plástica e sonora do Ilê Aiyê retoma todas as formas expressadas na evolução dos movimentos de renascimento negro-africano, negro-americano ou afro-americano, as decodifica para o contexto específico da realidade baiana, sem perder de vista a relação de identificação entre todos “os negros que se querem negros” em qualquer parte do mundo, ressaltando sempre o caráter comum da origem ancestral, de um passado comum que nos irmana.

Com 3 mil associados, o Ilê Aiyê é hoje um patrimônio da cultura baiana, um marco no processo de reafricanização do Carnaval da Bahia.

Ancestralidade: Herança do Corpo – Cia. Baobá de Arte Africana

Criada em 1999, por Júnia Bertolino junto com o também bailarino e coreógrafo William Silva e o músico Jorge Áfrika, a Cia. Baobá de Arte Africana e Afro-brasileira surgiu para resgatar, no cenário das artes cênicas de Belo Horizonte, a representação e a valorização das matrizes africanas presentes na identidade do povo brasileiro, retratadas por meio da dança, da música, da poesia e do teatro. A Cia Baobá se baseia em pesquisas sobre a presença dessas matrizes no caldeirão da cultura nacional para desenvolver seu trabalho. Este ano, a Cia. Baobá completará dez anos de estrada e apresentará seu novo espetáculo de dança, intitulado “Ancestralidade: Herança do Corpo”. Direção-geral e coreografia: Júnia Bertolino; direção cênica: Evandro Nunes; direção musical: Mamour Ba; consultoria artística: Rui Moreira; preparação corporal: Mestre João Bosco; figurino: Marcial Ávila e Lu Silva; cenário: Luciana dos Santos; iluminação: Geraldo Otaviano; cabelos e maquiagem: Dora Alves, Marisa Veloso e Lú Santana; registro fotográfico e audiovisual: Netun Lima, Renata Mey e João Álvaro. Com: Jander Ribeiro, Jefferson Gomes, Tico Djambê, Luís Cardeal Evandro Nunes, Lu Santana, Lu Silva, Andréia Pereira, Gabriela Rosário, Gilmara Guimarães, Marisa Veloso, Júnia Bertolino e Victória Capilo.

Contato para show e informações: (31) 9917-6762  ou  3467-6762
Email: baoba.arteafricana@gmail.com
MySpace: http://www.myspace.com/ciabaoba

Projeto Zaz – Almg